15 de fev de 2012

Como a gamificação vai tornar o mundo mais legal.

"Gamificação", um termo desconhecido dos dicionários tradicionais, porém velho conhecidos dos gamers.
Ok, talvez não o termo em si, mas a atitude e sensação de executar uma tarefa e se recompensado por isso. Às vezes com uma cena épica de vitória, às vezes com apenas uma pequena badge na sua gamertag, de qualquer modo a sensação de executar uma tarefa e ver resultados se mostra mais interessante em jogos do que na vida real. Afinal, preencher uma planilha e ganhar um tapinha nas costas, não é muito motivador, ou ainda que você tente ver o salário como recompensa, não parece tão emocionante receber dinheiro, do que matar aquele chefão final do seu jogo de videogame. Afinal, dinheiro em si é algo mundano, você usa ele pra obter a sensação de prestígio e recompensa e ainda assim, é algo que você se esforça um mês todo para receber e o tempo tira a impressão de "parabéns, dever cumprido".

Essa sensação de evoluir, derrubar um problema e VENCER, é contagiante. Por isso que os "chefões" são tão lembrados por nós, quanto mais difíceis, mais amados, pois, maior foi a sensação de EPIC WIN ao derrota-los. Isso se aplica desde os dragões de Skyrim, até os puzzles de Grim Fandango

A cara da vitória.
Essa sensação de "EPIC WIN", que todos nós gamers conhecemos muito bem, está influenciando mais e mais a vida real. Um exemplo dos mais populares que está por aí: o Foursquare. Você visita locais e faz check-in a partir do aplicativo no seu celular e pronto, você ganhou seus pontinhos no jogo. Com visitas frequentes a um local, você vira o "mayor" do mesmo. Qual a vantagem disso? Muitos estabelecimentos dão promoções especiais, refeições grátis ou brindes para os respectivos prefeitos. A matemática é simples: se a pessoa que mais nos visita ganhar uma recompensa, mais pessoas vão competir pela "prefeitura", vindo mais vezes e gastando mais aqui. É marketing puro, grátis e viral.

No restaurante italiano Don Carlini (de SP), o prefeito no Foursquare ganha uma taça de vinho grátis. Na famosa rede de restaurantes Spoleto, o mayor leva um prato de massa tradicional de graça na setxa-feira (se não me engano tem que pagar o molho e acompanhamentos, mas ainda assim: WIN). São coisas simples, baratas, mas recompensadoras. Simples como um troféu ou achievement, mas ao mesmo tempo real e físico.
É uma lógica simples, mesmo que você tenha gastado mais do que deveria indo ao local pra conseguir o status de mayor, você foi recompensado com algo grátis e sai de lá como vencedor, pois a recompensa faz você esquecer o esforço. Não é essa a mesma sensação que você tem ao derrubar o último dragão de Skyrim? Mesmo depois de horas e horas gastas para deixar seu equipamento melhor, centenas de quests para aprimorar as habilidades, ao matar o chefe final você pensa "EU VENCI!!!!". Mesmo que sua vitória tenha sido sobre um objeto virtual, apenas um monte de pixels amontoados na forma de uma criatura lendária.


Mas não somente comida grátis e marketing podem ser obtidos através da gamificação. Existem sites como ChoreWars onde o objetivo é simplesmente cumprir tarefas diárias. Você cria um personagem, bem ao estilo RPG e pode configurar quests ou escolher dentre milhares de opções já usadas por outros usuários e ao termina-las, ganha XP e Gold. Varreu o chão da sua sala? +5XP e 3 moedas de Gold. Terminou aquele relatório de 20 páginas? +40XP e 80 moedas. Meio idiota? Sim. Funcional? Também. O melhor do ChoreWars, é que você pode criar sua party com seus amigos e família, assim existe o grande fator de competição. Quem lavou os pratos ficará mais poderoso do que quem preferiu assistir TV a noite toda.

Apenas à um prato lavado de distância do próximo level.

Você também pode usar os aplicativos para melhorias na sua vida, como o Mindbloom, que lhe ajuda a cumprir objetivos como dizer "eu te amo" todos os dias para a pessoa que está ao seu lado. Ou ainda à realizar aqueles exercícios que você vive adiando

- Esse talvez o melhor exemplo e que pode ser melhor explorado: quantas pessoas você já ouviu reclamarem que saíram da academia pois "não via resultados". Todos sabemos que isso é algo que leva tempo mesmo e apenas carrega esforço, a recompensa vem atrasada -

Aqui, você ganha água e luz do sol para sua árvore virtual viver mais e virar um frondoso carvalho, nesse momento mesmo estou cumprindo a tarefa de "escrever um artigo no blog", ainda sem futuras agendas definidas, mas por hoje garantirá 5% à mais de água para minha pequena plantinha.
E não se preocupe, caso você seja amigo da natureza e dê mais importância à árvores reais, pode usar o Avego Driver para localizar motoristas que moram perto de você e que topam fazer um rodízio de caronas. Assim ao invés de 3, 4 carros com uma única pessoa, sendo levada pela mesma rota, pode virar um pequeno coletivo de amigos onde cada dia um é o motorista da vez. Simples, prático, com interação social e medalhas por número de caronas dadas ou melhor aproveitamento de um rota, com mais pessoas sendo levadas entre ela.

Existem muito mais aplicativos, alguns até mais agressivos como o GetUpp, onde você organiza seus objetivos da mesma forma que no MindBloom, mas se não cumpri-los no prazo, ele divulga em todas as redes sociais que você tenha, a sua FALHA. Aqui o EPIC WIN, é trazido em forma de evitar a vergonha de ter falhado com uma tarefa qualquer. Ou até mesmo o FoldIt, onde o objetivo é dobrar aminoácidos de proteínas, como se fosse um cubo mágico e talvez assim, criar substâncias úteis para a ciência. Cientistas não podiam estar fazendo isso? Sim, mas às vezes alguém de fora pode ver o problema de outra forma e achar soluções diferentes, além de quê um grupo de 50 pessoas brincando com uma única proteína, apenas tentando moldar algo legal, podem chegar à algo concreto mais rápido que um cientista renomado. E isso já aconteceu.
Em 2011 alguns desses "gamers da ciência" desvenderam a estrutura de uma proteína encontrada em retrovírus como o HIV e essa informação ajudará na busca para uma possível cura da doença.

Agora você já pode dizer que passa horas na frente do PC pelo "bem da ciência"

É interessante o modo com que mais e mais aplicativos com o objetivo de "gameficar" a vida real vem surgindo, talvez os próprios "curtir" do Facebook possam ser vistos dessa maneira, uma recompensa que traz sensação de felicidade, como um pequeno troféu, nos quais nos viciamos em ganhar. E se esse vício for trazer benefícios, apenas em troca de tempo que já iríamos gastar com "cultura inútil", estou esperando de braços abertos.









Você pode ler um artigo sobre o mesmo assunto, só que muito melhor que o meu, clicando AQUI.

Lá e de Volta Outra Vez

Seja pela falta de fazer, o tédio predominante nessa época de férias, ou por vontade momentânea. Voltei as atividades no blog. Então vocês, meia dúzia de pessoas que passam os olhos por aqui: hurray!

14 de jun de 2011

Gantz



O jovem Kei Kurono, após mais um dos seus dias problemáticos, espera o metrô em uma estação qualquer em meio à Tokyo. Lá ele reconhece um amigo de infância, Masaru Katou, e fica divagando sobre seu passado... Após uma confusão, um mendigo bêbado acaba caindo nos trilhos e tentando salva-lo (apesar de certa relutância da parte de Kurono), ambos os amigos sofrem um tágico acidente, sendo atropelados pelo trem e mortos...

É nesse clima pesado e melancólico que somos apresentados à Gantz, um anime de 2004, voltado pro um público mais adulto (+16) contém muita violência e uma trama envolvente, onde dois jovens se encontram após a "morte" com um grupo de outras pessoas que tiveram o mesmo fim e agora tem uma nova missão, uma espécie de jogo sádico o qual você só vai descobrir assistindo à série. Não, não estou "guardando" esse plot pra lhe fazer ver Gantz, mas sim pela animação ser repleta de mistérios e suspense os quais lhe instigam a saber o que vai acontecer. Por diversas vezes você se pega tentando descobrir junto com os personagens os motivos de certas coisas ou até o que é aquela sala onde só se encontra uma esfera negra gigante e nada mais acontece... Mas logo você descobre e coisas começam a acontecer. A sensação é de que sempre algo ruim vai acontecer, até as cores são pesadas, escuras... Você não vê um raio de sol durante o anime, à não ser nas lembranças de infância de Kurono.



Um dos pontos positivos, pelo menos pra mim, é o fato de ser uma série fechada. Sei que existem animes excelentes com 400 episódios, mas todos sabemos que isso é desnecessário e às vezes acaba causando uma exaustiva espera por um acontecimento não tão importante (tipo os 3 episódios que levava pro Freeza trocar pra sua "forma um pouco mais poderosa). São 26 episódios, que contam o primeiro volume do mangá, porém com algumas diferenças no final, para poder passar a sensação de história com final, já que o mangá continua saindo até hoje, tendo mais de 300 capítulos.



Negativamente, há alguns pequenos exageros e detalhes que te tiram da imersão, como o fato de ao serem atropelados os dois jovens terem suas cabeças perfeitamente decapitadas e jogadas para o alto. Mas isso parce ser melhorado com o passar dos episódios...

Gantz foi exibido no Animax em 2006 e teve a publicação impressa pela Panini desde 2007.

Reset!

17 de mar de 2011

PS2: Adeus e obrigado pelos jogos!



Você que já considerava o Playstation 2 um console morto, pode ficar surpreso agora, porém terá a razão. Nessa quinta-feira, 17 de março, saiu o último jogo lançado para o console da Sony, 11 anos depois da sua estréia. Trata-se de WWE Allstars, que foi atrasado do que seria a última leva de games que saiu no final do ano passado, para o PS2.

Good night sweet prince...

Com de aproximadamente 140 milhões de unidades vendidas, a segunda versão do video-game sonysta, é o de maior sucesso em vendas até hoje e conta com um acervo de 1625 jogos, sendo o mais vendido GTA San Andreas: 19 milhões de cópias vendidas (em versão original da Rockstar, obviamente sem os números da pirataria massiva). Sendo assim, o PS2 virou um clássico instantâneo e com certeza figurará ao lado de outros consoles como o Super Nintendo, como um dos mais nostálgicos e de maior sucesso de todos os tempos!

Adeus PS2, obrigado pelos momentos de diversão. Sentiremos saudades.

Super Heróis Brasileiros - Cometa


E lá vamos nós pra terceira parte da saga sobre os super-heróis brasileiros! Primeiro lhes apresentei o Lagarto Negro, em seguida o Crânio e agora é vez do Cometa!

Orgulho de ser brasileiro!

Cometa pode ser considerado o Superman brasileiro, todo esse jeitão de bom moço e a origem de fuga de outro planeta, usando aqui os poderes de voar, ter super-força e ainda lança uma energia roxa pelas mãos. Ele conta também com um senso de humor sarcástico e uma arte limpa porém muito competente.

Onomatopéias são um grande charme dos quadrinhos, não acham?

Criado por Samicler Gonçalves, no ano de 1985, teve seu início já em uma revista própria batizada com o mesmo nome do herói e também foi uma das primeiras publicações da SG Arte Visual, o que permite que o Cometa, a.k.a Marcelo Vasconcelos, tenha sido um dos heróis brazucas com maior estabilidade em publicações e graças à isso, nas edições da sua revista sempre conta com outros heróis para ajuda-lo e creio que pra fazer o público querer conhecer tantos outros personagens.

Seria uma nova parceria Brasil x EUA?

Com seu cabelo loiro e o uniforme em dois tons de azul, ele vaga pelos céus livrando Florianópolis e todo o resto do Brasil dos vilões como Lâmina Mortal e Nousa. E nas horas vagas, trabalha como instrutor de surf (algumas fontes citam agente do governo, mas nas hq's que consegui dar uma lida, vi ele aproveitando o litoral de Floripa com o melhor emprego pra se ter lá), com o pseudônimo de Marcelo Vasconcelos e aí que entra um grande diferencial quanto à outros heróis (ok, talvez com proximidade de Peter Parker), os problemas pessoais do cara, principalmente amorosos, são abordados de uma forma muito interessante e sem ser aquela coisa maçante e chata que atrapalhe a porradaria.

Na capa da sua revista nº6 junto de outros heróis!

Ah! E ainda há sua identidade de alienígena, ele se chama Simacnot em sua dimensão natal, onde mulheres que eram dominadoras. Resolveu fugir de lá pois havia uma grande guerra  e sabe como é, cada vez que uma mulher briga, um cantinho atrás do sofá deixa de ser limpo (é brincadeira meninas hehe).

E esse post encerra a primeira parte sobre heróis brazucas, mas logo vem mais por aí (assim que eu tiver mais tempo livre hehe). Espero que tenham gostado!